Plano de Aula “Mural Sensorial: Descobrindo Cores e Texturas com os Bebês”
A proposta deste plano de aula é oferecer uma rica experiência pedagógica aos bebês de 2 anos, explorando de forma sensorial as cores e texturas através de um projeto de mural. Esta atividade busca integrar diferentes campos de experiência previstos na BNCC, aliando as aprendizagens ao desenvolvimento integral da criança nesta faixa etária. O mural fornecerá um espaço visual e palpável, incentivando a curiosidade e a exploração, fundamentais nesta fase do desenvolvimento infantil.
O trabalho com cores e texturas estimula a percepção sensorial, além de promover a interação entre as crianças e os adultos envolvidos. Durante a semana, atividades variadas permitirão que as crianças experimentem diferentes materiais, explorem suas características e compreendam a relação entre suas ações e as reações dos outros, construindo conhecimentos mais significativos sobre o mundo que as cerca.
Tema: Cores e Textura
Duração: Semanal
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Bebês
Faixa Etária: 2 anos
Objetivo Geral:
Desenvolver a percepção das cores e texturas nos bebês por meio da exploração sensorial e da criação coletiva de um mural, promovendo interações sociais e criativas.
Objetivos Específicos:
• Incentivar a exploração de diferentes materiais respeitando as escolhas e o tempo de cada criança.
• Fomentar a interação e comunicação entre as crianças durante as atividades, promovendo a colaboração.
• Proporcionar experiências sensoriais que ajudem na compreensão das cores e texturas de maneira lúdica e divertida.
Habilidades BNCC:
– Campo de Experiências “O EU, O OUTRO E O NÓS”
(EI01EO01) Perceber que suas ações têm efeitos nas outras crianças e nos adultos.
(EI01EO03) Interagir com crianças da mesma faixa etária e adultos ao explorar espaços, materiais, objetos, brinquedos.
– Campo de Experiências “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
(EI01CG02) Experimentar as possibilidades corporais nas brincadeiras e interações em ambientes acolhedores e desafiantes.
– Campo de Experiências “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS”
(EI01TS02) Traçar marcas gráficas, em diferentes suportes, usando instrumentos riscantes e tintas.
– Campo de Experiências “ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES”
(EI01ET01) Explorar e descobrir as propriedades de objetos e materiais (odor, cor, sabor, temperatura).
Materiais Necessários:
– Papéis de diversas cores e texturas (papel seda, papel lixa, papel crepom, papel de embrulho).
– Tintas atóxicas de várias cores.
– Tesouras de ponta arredondada.
– Cola.
– Superfície para colar o mural (um grande papel kraft ou uma parede apropriada).
– Objetos para estimular a exploração sensorial (tecidos, esponjas, algodão, plástico bolha).
– Pincéis, esponjas e materiais orgânicos (folhas, flores).
Situações Problema:
1. Como diferentes cores podem ser misturadas para criar novas formas?
2. De que maneira as texturas diferentes afetam suas percepções?
3. Como podemos trabalhar juntos para criar algo bonito?
Contextualização:
As atividades da semana serão estruturadas com o objetivo de criar um ambiente acolhedor onde as crianças possam explorar e descobrir as cores e texturas ao seu redor. A ideia é que cada atividade contribua para o mural, promovendo o trabalho em grupo e a construção conjunta do conhecimento. O mural será o grande resultado da semana, onde os bebês poderão visualizar suas contribuições e o que aprenderam sobre o tema.
Desenvolvimento:
As atividades ao longo da semana serão divididas em dias, com foco em diferentes aspectos da exploração de cores e texturas.
Atividades sugeridas:
Dia 1: Exploração de Cores
Objetivo: Identificar e explorar diferentes cores.
Descrição: As crianças serão apresentadas a papéis de diferentes cores e incentivadas a tocar e manusear o material.
Instruções Práticas: Disponibilizar o material em mesas, permitindo que cada criança escolha a sua cor preferida. Enquanto exploram, o professor pode conversar sobre as cores e suas características. Adaptar a atividade para crianças que podem ter dificuldades ao tocar os materiais, oferecendo apoio na exploração.
Dia 2: Texturas e Sensações
Objetivo: Identificar diferentes texturas.
Descrição: Apresentar objetos com diferentes texturas para que as crianças possam tocar e sentir.
Instruções Práticas: Criar estações com diferentes materiais (liso, rugoso, macio) e incentivar as trocas entre as crianças. Deve-se observar as reações e promover diálogos sobre as sensações sentidas.
Dia 3: Misturando cores
Objetivo: Compreender como cores podem ser misturadas.
Descrição: Usar tintas atóxicas para promover a mistura de cores.
Instruções Práticas: Em um espaço protegido, as crianças deverão usar as tintas para criar novas cores, auxiliadas por pincéis e esponjas. Promover discussão sobre o que acontece quando as cores se misturam.
Dia 4: Montagem do Mural
Objetivo: Trabalhar em grupo para criar o mural.
Descrição: As crianças irão colar os papéis e objetos que exploraram ao longo da semana.
Instruções Práticas: Estar disponível para orientações e ajudar as crianças a colar os materiais na superfície do mural. O processo deve ser colaborativo, permitindo que todas participem.
Dia 5: Apresentação e Discussão
Objetivo: Refletir sobre o que aprenderam.
Descrição: As crianças irão apresentar seu mural para os colegas e adultos, explicando suas escolhas de cores e texturas.
Instruções Práticas: Incentivar que cada criança fale sobre o material que escolheu e o que mais gostou na atividade. Isso promove a linguagem e a comunicação.
Discussão em Grupo:
Ao final da semana, realizar um círculo de conversa onde as crianças possam partilhar suas experiências, sentimentos e aprendizados durante as atividades. Essa discussão deve ser mediada pelo professor, buscando perguntas que instiguem reflexões e sentimentos, como “Qual foi a cor que você mais gostou de explorar?” ou “Como se sentiu ao misturar as tintas?”.
Perguntas:
1. Qual cor você mais gostou?
2. Como você se sentiu ao tocar os diferentes materiais?
3. O que podemos fazer juntos com o mural?
Avaliação:
A avaliação será baseada na observação do envolvimento das crianças durante as atividades, sua capacidade de interação e comunicação, assim como a exploração sensorial. As conversas e frutos dos trabalhos em grupo também servirão como indicadores do aprendizado.
Encerramento:
Ao final da semana, celebrar o mural criado com as crianças, tirando fotos e expondo-o de maneira que as famílias possam ver. O fechamento deve promover uma avaliação informal, onde as crianças reconhecem o que aprenderam e as amizades construídas.
Dicas:
Lembre-se de adaptar as atividades às necessidades individuais de cada criança, proporcionando um ambiente seguro e efetivo para a exploração. Além disso, sempre que possível, aproveite momentos informais para abordar o tema, usando a rotina do dia para inserir as cores e texturas que cercam o cotidiano da criança.
Texto sobre o tema:
A exploração de cores e texturas é fundamental no desenvolvimento de crianças pequenas, especialmente em sua fase de bebês, onde a curiosidade e a necessidade de interação estão em alta. Proporcionar experiências sensoriais ricas, onde as crianças possam tocar, sentir e ver, é essencial para a construção do conhecimento sobre o mundo ao seu redor. A proposta de criar um mural é uma forma eficaz de integrar aprendizagem e criatividade, permitindo que as crianças denotem suas descobertas e interajam entre si. Assim, o mural se torna um reflexo do que as crianças vivenciam, um espaço coletivo onde a colaboração e a descoberta andam juntas.
A interação com diferentes texturas ajuda na formação das conexões sinápticas que são essenciais para o desenvolvimento cognitivo e motor das crianças. O manuseio de materiais variados não só enriquece a percepção sensorial, mas também estimula a narrativa, a comunicação e a troca de ideias. As crianças começam a observar que cada material tem uma essência própria e que isso muda a forma como se relacionam com o mundo, criando um espaço propício a novos aprendizados.
Por fim, ao engajá-las em atividades que convidam à participação e ao compartilhamento, fomentamos um ambiente de aprendizado colaborativo. É importante que os educadores estejam atentos ao que as crianças expressam durante o processo, validando suas experiências e incentivando a expressão verbal, o que contribui para o desenvolvimento das habilidades comunicativas e sociais que são tão necessárias nesta fase do crescimento.
Desdobramentos do plano:
Após a semana de atividades, o plano pode ser estendido para explorar ainda mais as cores e texturas, introduzindo outros elementos do ambiente. Por exemplo, pode-se instigar as crianças a procurar cores e texturas em sua casa e/ou no parque, criando um novo mural coletivo ou um diário de exploração, onde elas possam colar recortes ou desenhos que representem suas descobertas. Essa conexão entre o que se aprende na escola e o cotidiano é vital para solidificar o processo educativo e também para o fortalecimento do vínculo entre a família e a escola.
O mural, uma vez finalizado, também pode ser utilizado para promover a aprendizagem sobre a natureza e o meio ambiente. Ao adicionar elementos naturais, como folhas e flores, as crianças podem aprender a apreciar a beleza e a diversidade que a natureza oferece, desenvolvendo um respeito e uma consciência ambiental que são essenciais para a formação cidadã. Isso cria oportunidades para discussões sobre sustentabilidade e o valor da preservação do meio ambiente, que são tópicos cada vez mais relevantes em nossa sociedade.
Além disso, o rico material coletado durante as atividades pode ser utilizado para exploração de conceitos como matemática, ao criar agrupamentos de diferentes objetos por cor, forma e textura. Esse entrelaçamento curricular proporciona uma aprendizagem mais holística, respeitando os interesses e as curiosidades que surgem naturalmente no processo de modo a enriquecer o desenvolvimento integral.
Orientações finais sobre o plano:
É essencial que o professor mantenha uma postura de observador e mediador durante as atividades, proporcionando um espaço seguro e empático para que as crianças possam explorar e se expressar. Os bebês nessa faixa etária são muito receptivos às experiências que lhes são oferecidas, e oferecer oportunidades variadas de aprendizado sensorial fortalecerá a dinâmica de grupo e estimulará a autonomia.
Além disso, ao promover um trabalho colaborativo e coletar as opiniões e experiências de cada criança durante o processo de criação, é possível que todos se sintam parte importante do projeto. Isso fomenta o sentimento de pertencimento e comunitário, essenciais para o bem-estar emocional e social dos pequenos. A interação com os adultos que os cercam deve ser rica e significativa, voltando-se sempre para a validação das experiências e sentimentos expressos pelas crianças.
Por último, a adequação do ambiente, tanto físico quanto emocional, pode potencializar as experiências de aprendizado. E mudanças sutis, como a disposição dos materiais ou a introdução de novas atividades que se integrem ao projeto inicial, podem resultar em descobertas inesperadas e encantadoras por parte das crianças. A flexibilidade e a capacidade de adaptação do educador são chave para garantir que cada criança possa vivenciar o seu processo de aprendizado de maneira integral e significativa.

