Plano de Aula: As coisas que a gente fala – Ruth Rocha – 4º Ano
A proposta deste plano de aula é proporcionar uma experiência rica em leitura e interpretação do texto “As coisas que a gente fala”, de Ruth Rocha, abordando os elementos que compõem a comunicação e suas relações com o cotidiano das crianças. As aulas serão estruturadas de forma a explorar a literatura infantil e incentivar a reflexão crítica sobre as palavras e suas influências nas relações interpessoais. Através de diversas atividades práticas e criativas, os alunos terão a oportunidade de desenvolver habilidades de leitura, escrita e expressão oral, essenciais para a construção do conhecimento.
Este plano de aula se alinha especialmente às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), com foco na formação de alunos mais críticos e conscientes. A proposta pedagógica visa estimular o interesse pela literatura, promover a leitura e aprofundar-se na análise de palavras, frases e diálogos no contexto da obra de Ruth Rocha. Assim, os alunos poderão compreender melhor a importância da linguagem e das interações sociais em seu dia a dia.
Tema: As coisas que a gente fala – Ruth Rocha
Duração: 4 aulas
Etapa: Ensino Fundamental 1
Sub-etapa: 4º Ano
Faixa Etária: 9 anos
Objetivo Geral:
Proporcionar uma compreensão aprofundada sobre o uso da linguagem em contextos diversos, estimulando a leitura crítica, escrita criativa e expressão oral a partir da obra “As coisas que a gente fala” de Ruth Rocha.
Objetivos Específicos:
– Desenvolver a habilidade de leitura crítica por meio da análise do conto.
– Estimular a escrita criativa e a produção textual baseada em diálogos.
– Incentivar a reflexão sobre a releitura e reinterpretação das palavras no cotidiano.
– Promover atividades lúdicas que estimulem a criatividade e o trabalho em grupo.
Habilidades BNCC:
– (EF04LP01) Grafar palavras utilizando regras de correspondência fonema–grafema regulares diretas e contextuais.
– (EF04LP03) Localizar palavras no dicionário para esclarecer significados, reconhecendo o significado mais plausível para o contexto que deu origem à consulta.
– (EF04LP05) Identificar a função na leitura e usar, adequadamente, na escrita, ponto final, de interrogação, de exclamação, dois-pontos e travessão em diálogos (discurso direto).
– (EF04LP06) Identificar em textos e usar na produção textual a concordância entre substantivo ou pronome pessoal e verbo (concordância verbal).
– (EF04LP12) Assistir, em vídeo digital, a programas infantis com instruções de montagem, de jogos e brincadeiras e, a partir dele, planejar e produzir tutoriais em áudio ou vídeo.
– (EF04LP25) Representar cenas de textos dramáticos, reproduzindo as falas das personagens.
Materiais Necessários:
– Livro “As coisas que a gente fala”, de Ruth Rocha
– Quadro branco e marcador
– Papel e caneta para escrita
– Dicionários (digitais ou impressos)
– Materiais artísticos para atividades de expressão (lápis de cor, canetinhas, cartolina)
– Vídeos relacionados à obra (se possível)
Situações Problema:
1. Como as palavras que escolhemos influenciam nossas interações diárias?
2. O que acontece quando usamos as palavras de forma inadequada?
3. Como podemos expressar melhor nossas ideias e sentimentos?
Contextualização:
A proposta é que os alunos leiam e discutam a obra de Ruth Rocha, refletindo sobre o papel da linguagem em sua vida cotidiana. Por meio de atividades práticas e debates, eles serão desafiados a pensar criticamente sobre como a comunicação pode afetar os relacionamentos e o entendimento mútuo entre as pessoas.
Desenvolvimento:
Aula 1: Apresentação da Obra
– Início com uma leitura compartilhada do texto “As coisas que a gente fala”.
– Discussão em roda sobre o que as crianças entenderam da mensagem do livro.
– Atividade de identificação de palavras-chave que chamaram a atenção dos alunos.
Aula 2: Análise e Reflexão
– Leitura em pequenos grupos, permitindo que as crianças possam discutir suas interpretações.
– Atividade de escrita: cada aluno deve escolher uma palavra do texto e escrever uma frase ou pequeno parágrafo que explore novos significados.
Aula 3: Criação de Diálogos
– Os alunos serão organizados em duplas para criar diálogos inspirados na obra, usando a linguagem aprendida.
– Representação das falas de personagens, utilizando travessões e pontuação correta.
Aula 4: Apresentação e Compartilhamento
– Compartilhamento das criações em grupos.
– Reflexão coletiva sobre o que aprenderam com o uso das palavras e a comunicação.
Atividades sugeridas:
1. Leitura compartilhada:
– Objetivo: Iniciar o contato com a obra e promover a audição atenta.
– Descrição: O professor faz a leitura em voz alta do livro.
– Instruções Práticas: Incentivar os alunos a fazer perguntas sobre o texto.
2. Discussão em grupo:
– Objetivo: Envolver todos os alunos na interpretação do texto.
– Descrição: Dividir a turma em grupos para discutir trechos do livro.
– Instruções Práticas: Cada grupo deve compartilhar suas conclusões.
3. Produção de texto:
– Objetivo: Trabalhar a escrita criativa.
– Descrição: Os alunos escolhem uma palavra do livro e criam um parágrafo.
– Instruções Práticas: Ensinar como utilizar corretamente a gramática e a pontuação.
4. Reescrita de diálogos:
– Objetivo: Compreender a estrutura dos diálogos.
– Descrição: Os alunos criam diálogos em duplas.
– Instruções Práticas: É necessário usar elementos como travessão e pontuação à vontade.
Discussão em Grupo:
No final de cada atividade, promover um momento onde os alunos podem discutir sobre suas experiências, o que aprenderam e como a linguagem influencia suas vidas e relações.
Perguntas:
1. O que vocês acham que Ruth Rocha quis dizer com as palavras que escolheu?
2. Como as diferentes maneiras de se comunicar podem afetar uma amizade?
3. Que palavras podem ser mal interpretadas e como podemos evitar isso?
Avaliação:
Os alunos serão avaliados pela participação nas discussões, pela criação dos diálogos, por suas produções textuais e pela capacidade de trabalhar em grupo.
Encerramento:
Uma boa forma de encerrar é realizar um momento de reflexão em que cada aluno compartilhará uma palavra que considera importante e como pretende usá-la de maneira positiva em sua vida.
Dicas:
– Incentivar sempre a escuta ativa durante as discussões em grupo.
– Fomentar um ambiente seguro e acolhedor para que os alunos se sintam à vontade para compartilhar suas ideias e seus sentimentos.
Texto sobre o tema:
“As coisas que a gente fala” é uma obra rica em significado, que nos leva a refletir sobre a importância da linguagem em nossas vidas. Quando comunicamos algo, as palavras carregam um peso que pode influenciar positivamente ou negativamente as relações. É essencial que as crianças compreendam que a forma como falamos pode impactar as emoções e os comportamentos dos outros. Ruth Rocha, ao escrever este livro, nos ensina que a comunicação deve sempre ser pautada pelo respeito e pela empatia, elementos fundamentais nas relações humanas.
Além disso, as interações sociais possuem um caráter educativo essencial, pois por meio da conversa podemos também aprender sobre as diferenças e semelhanças que nos cercam. O diálogo aberto é uma das ferramentas mais poderosas para a resolução de conflitos e a promoção de uma convivência harmoniosa. A obra de Ruth Rocha nos remete a essas questões de forma leve e acessível, convidando as crianças a interagirem, questionarem e, principalmente, a serem cuidadosas com suas palavras.
Por fim, os textos que lemos e discutimos ao longo da vida nos ajudam a construir nossas identidades, a expressar nossos sentimentos e a compreendermos melhor o mundo à nossa volta. Portanto, incentivar a leitura e a interpretação de obras como a de Ruth Rocha fomenta não apenas o aprendizado escolar, mas também a formação de indivíduos mais conscientes e sensíveis ao outro.
Desdobramentos do plano:
O presente plano de aula pode ser desdobrado em outras propostas, que envolvem a continuidade do trabalho com a literatura na formação da criança. Uma das opções é explorar outros textos de Ruth Rocha ou de autores contemporâneos que dialoguem sobre a temática da comunicação. Ao longo do semestre, os alunos podem ser incentivados a criar um “clube do livro”, onde terão a liberdade de escolher obras, discutir em grupo e levar suas reflexões para a sala de aula, ampliando a interação e o exercício de empatia.
É importante destacar que a transição entre a leitura de histórias e a produção e interpretação de textos é um caminho natural que pode ser constantemente explorado nas aulas de Língua Portuguesa. Outra possibilidade é integrar as aulas de artes ao projeto, permitindo que os alunos lancem mão de recursos visuais para expressar a essência dos textos lidos, criando murais ou ilustrações que representem suas interpretações das narrativas e diálogos.
Além disso, é possível realizar apresentações teatrais das histórias lidas, em que os alunos poderão atuar sob a responsabilidade de criar os personagens, as falas e o enredo de uma breve peça. Esse tipo de atividade enriquece a habilidade de comunicação oral e fortalece a confiança dos alunos em suas expressões individuais e criativas.
Orientações finais sobre o plano:
Ao elaborar planos de aula, é imprescindível considerar a diversidade da turma e as diferentes formas de aprendizado presentes em cada aluno. Por isso, ao planejar as atividades, é recomendável oferecer múltiplas abordagens, permitindo que cada criança encontre seu modo de expressão mais natural, seja por meio da escrita, da música, da arte ou do teatro. Essa variedade garante que todos tenham a oportunidade de se envolver de forma significativa no processo de aprendizado.
A valorização da fala e da escuta deve estar presente em toda a proposta. O espaço para que os alunos partilhem suas ideias e opiniões, respeitando a diversidade de pensamentos, gera um ambiente propício para a construção coletiva do conhecimento. A interatividade e a colaboração são pilares fundamentais no desenvolvimento de um ambiente escolar saudável e estimulante.
Por fim, o impacto das aulas que trabalham a linguagem e a comunicação não se limita ao ambiente escolar. As crianças levarão consigo as aprendizagens e a reflexão crítica sobre suas interações diárias, promovendo um legado de empatia e compreensão. Ao final, o objetivo é formar cidadãos não apenas conscientes de suas responsabilidades sociais, mas também capazes de utilizar as palavras como instrumentos de construção de um mundo melhor e mais harmonioso.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Jogo de palavras: Os alunos devem formar palavras a partir de letras embaralhadas e discutir seus significados.
– Objetivo: Ampliar o vocabulário.
– Materiais: Cartões com letras.
– Adaptação: Incluir palavras a partir do livro.
2. Caça ao Tesouro das Palavras: Organizar uma atividade onde os alunos devem encontrar palavras em elementos do ambiente escolar e pensar em maneiras de usá-las.
– Objetivo: Incentivar observação e criatividade.
– Materiais: Papel e lápis.
– Adaptação: Personalizar a caça ao tesouro com palavras do texto.
3. Teatro de Fantoches: Os alunos criam fantoches e encenam diálogos inspirados na obra.
– Objetivo: Desenvolver habilidades de fala e atuação.
– Materiais: Materiais recicláveis para fazer os fantoches.
– Adaptação: Incluir diferentes personagens do livro.
4. Mural das Emoções: Montar um mural onde os alunos postam frases que representam suas emoções sobre o uso das palavras.
– Objetivo: Trabalhar a empatia e expressão emocional.
– Materiais: Cartolina, canetas e adesivos.
– Adaptação: Associar emoções a passagens do texto.
5. Jornal das Palavras: Criar um jornal onde cada aluno deve escrever uma matéria sobre o poder das palavras.
– Objetivo: Estimular a escrita e a reflexão.
– Materiais: Papel para impressão ou folhas em branco.
– Adaptação: Incluir ilustrações relacionadas à temática do livro.
Através dessas sugestões lúdicas, espera-se que os alunos realmente se envolvam com o tema proposto no plano de aula e desenvolvam um entendimento profundo e significativo sobre a linguagem e suas ilusões nas relações humanas. A literatura se torna, então, uma ponte para o aprendizado e para a reflexão crítica sobre o uso das palavras na vida cotidiana.

